segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Um casamento sem a presença do pai



"Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá." Êxodo 20.12

Sábado passado fui em um casamento, onde a noiva não quis convidar seu pai, fiquei tão intrigado que mesmo conhecendo os motivos que a fez tomar essa atitude, não tive como me emocionar e refletir nesta palavra, na minha experiência de 49 anos de vida, nunca tinha visto tamanho menosprezo e falta de tolerância como presenciei no episodio. Afinal honrar pai e mãe são mandamentos é como negar a nossa própria existência e como negar ao próprio Deus.

E o intrigante é que em meio a cerimonia o sacerdote escolhido para a celebração afirmava sobre o amor, sobre a cumplicidade do ato no conhecimento do casal (noivos) e principalmente sobre o pai maior (Deus).
Mas pergunto ?  A novela ira recomeçar e a vida continuar e como serão as vidas todos os envolvidos, deverás haverá amor?

A bíblia fala que a benção do Pai deve ser dada aos filhos.
A bíblia fala que devemos honrar nossos pais. 
A bíblia fala que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho para que pudéssemos ser salvos.
E se não conseguimos externar nosso amor ao nosso pai terreno, amamos a Deus? acreditamos em Deus?

Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho.
Ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém.

Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça.
Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional.
Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos.
E retribuem com gestos que enternecem.

Mas os anos passam e os filhos crescem.
 Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões.
Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.

O tempo se encarrega da formação de novas famílias.
Os netos nascem. 
Envelhecem.
E então algo começa a mudar.
Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes.

Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas.
Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância. E isso é uma dor imensa para os pais.
Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebem as mínimas faíscas no olho de um filho.

Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos, os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida.
Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mais impertinentes. Praticamente não ouvem mais os conselhos. A cada dia demonstram mais impaciência.
Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.

Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas.
E tentam fazer os velhos pais adaptarem-se aos novos tempos, aos novos costumes.
 Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle.

Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber.
Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente.
Passeios, comida, roupas, médicos, tudo, passa a ser decidido pelos filhos.

E, no entanto, os pais estão apenas idosos, mas continuam em plena posse da mente.

Por que então desrespeitá-los?
Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento?
E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor.
Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia.

A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação.
Um dia, o velho pai já não estará mais aqui.
O cheiro familiar da mãe estará ausente.
As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.

Então, valorize o tempo de agora com os seus pais.
Tenha paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falarem interminavelmente sobre doenças, quando se queixarem de tudo.

Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias, mesmo que sejam repetidas, e dê-lhes atenção, afeto...

Eu sei que esse pai que não foi ao casamento de sua única filha, não o fez por diversos erros cometidos.
Talvez o maior deles foi amar demais sua filha e não aplicar a ela a correção necessária que ela deveria ter tido quando criança, talvez devesse ensinar-lhe mais sobre as coisas de Deus e do coração e ele não o fez.

A Luxuria,      a soberba, o orgulho,  a incredulidade,  o amor ao dinheiro são males que arrairão os corações e as famílias.

Eu fiquei muito triste de estar naquela boda nupcial, onde eu deveria estar sorrindo com motivo de alegria
eu chorei lagrimas amargas de muita tristeza. 

Deus é pai e é amor .....


Eu sou um amigo de Deus ....  

Sidmar Lucio dos Santos




Um comentário:

  1. Parabéns Sidmar pelas palavras, é muito doído realmente a gente ler um texto desse e saber que realmente isso acontece praticamente em todas as famílias com raras exceções.

    Apenas conheço uma raça que enaltece e reverencia as pessoas mais velhas, que são os japoneses, os quais têm seus velhos e idosos como sábios e lhe devotam respeito e admiração.

    Ontem aqui em casa comentávamos a respeito do ocorrido e sinceramente seu irmão deve estar sofrendo muito e deve ter sofrido muito quando da hora da cerimônia chegou.

    O simples fato de estar se casando uma filha a qual tenho certeza a ama e muito ainda, apesar da mágoa existente, já é motivo para que este esteja numa das maiores emoções de sua vida, porém as ocorrências fazem com que esta emoção esteja carregada de mágoa e ressentimentos e a mesma é prejudicial para a saúde.

    Manda um abraço pro Sidney e diga ao mesmo que sou solidário na dor dele.

    Abraço,

    ResponderExcluir

Comente aqui este blog será um prazer saber sua opiniao.